
Caros colegas, leitores e amigos do Kol Phone Voz devido ao novo direcionamento de nossa visão e propósito ampliamos o objetivo do blog para abranger também a prática pastoral. Manteremos, certamente, postagens na mesma linha do Kol Phone Voz, além destas a da prática pastoral. Unindo o pensar com o agir. Assim convido-os a continuarem nos visitando e enriquecendo com seus valiosos comentários criticando, concordando, discordando, somando, aparando as arestas... Agora no novo endereço www.vida13.com! Vida 13? Por quê? Visite-nos e descubra.
P.S.: Não sei ainda por quanto tempo manterei este endereço. É certo que não mais haverá postagens aqui. Todas as postagens do Kol Phone Voz foram migradas para o endereço da nova proposta.
18.1.10
Novo Endereço
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Hilquias Benício
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22:38
1.12.09
Maquiagem do Mal
Por muito tempo a maquiagem foi associada de forma muito negativa nas Assembléias de Deus no Brasil. Apesar de já muitas igrejas já terem reconsiderado seu posicionamento a respeito desta técnica de realce da beleza feminina, há tantas outras ainda ferrenhamente contra o uso de maquiagem. Sem entrar no mérito bíblico desta questão gostaria de chamar atenção para outra maquiagem, esta sim super danosa e altamente prejudicial – a maquiagem do mal.
O que mais assusta é que o lugar onde mais esta maquiagem é encontrada é no meio das religiões. A maquiagem do mal ilude até mesmo líderes que desatentos ou por uma distração ou ainda, infelizmente, planejadamente dá contornos de piedade a algo essencialmente maligno. Abaixo apresento algumas ações usadas para maquiar o mal:
a) Patrimônio e ofertas maquiam obediência. Saul, rei de Israel, recebeu ordem do Senhor para destruir “totalmente a tudo o que tiver” na batalha contra Amaleque. Mas Saul não o fez e ao ser indagado por Samuel do balido de ovelhas e mugido de vacas que era ouvido respondeu: “De Amaleque as trouxeram; porque o povo poupou ao melhor das ovelhas, e das vacas, para as oferecer ao SENHOR teu Deus”. Tão bonita a declaração, guardou o melhor para oferecer a Deus! Tão bem maquiado o mal que parece tratar-se de um homem no exercício da piedade. A malignidade deste fraseado lindo é escancaradamente condenada pelo profeta em I Sm 15.22,23. Hoje a tática de Saul continua sendo empregada. Em nome de agigantar o patrimônio e levantar grandes ofertas vale tudo, afinal isso é para o Senhor! Esta lógica daninha demonstra o quanto a igreja tem sido influenciada pelo espírito capitalista, onde Mamon é a ordem ética e de valor. O importante é o resultado, é o capital, não importa os meios. Este foi o caminho de Saul e não podendo ser diferente o seu destino foi trágico.
b) Reputação maquia o caráter. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.” (Mt 23.27,28). Muitos crentes fazem o maior esforço para resguardar sua reputação. Se fizessem metade daquele esforço para trabalhar o seu caráter, logo deixaria de lado a preocupação com sua reputação. Só se preocupa sem medidas com a reputação quem precisa esconder seu caráter. Pois reputação é como os outros o vêem e caráter é o que você é. Como os fariseus, não deixaram de existir apenas mudaram de nome, agora se chamam crentes, há muita gente preocupada em pintar os seus sepulcros e ornamentá-los. A questão é que os ossos e a imundícia permanecem por trás do bem cuidado sepulcro. Pastores e crentes com reputação e sem caráter não passam de belos jazigos aos olhos dos transeuntes mais que são restos mortais cujo “o mau cheiro” Deus faz “subir as suas narinas” e daqueles que estão mais próximos.
c) Estereótipo maquia a Vida. “O reino de Deus não vem com aparência exterior”(Lc 17.20); Ordenanças “as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.” Cl 2.23 “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” II Tm 3.5 Construiu-se um modelo do que é ser crente: roupa, penteado, palavras, entonação, ativismo e outros ingredientes. Eu, por exemplo, estou fora deste modelo, barba ou cavanhaque não atendem a estereótipo popularmente construído. Não poucas vezes abordaram-me perguntando se não temia não subir no arrebatamento. A pergunta que resta é: Fomos salvo pelo sangue de Cristo ou pelo Prestobarba? Quantos têm atendido às aparências exigidas e sua vida anda mais longe de Deus do que outrora quando não estavam sentados nos bancos de nossas igrejas? Como disse Jesus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas
vezes mais do que vós.”
d) Dons espirituais maquiam a espiritualidade. “De maneira que nenhum dom vos falta”! Co 1.7 “E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. (...) Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? ” I Co 3.1,3. A idéia disseminada de que é espiritual quem fala em outras línguas, profetiza, pula, sapateia mina a visão correta da verdadeira espiritualidade que é manifesta pelo fruto do Espírito.
e) “Palavras piedosas” maquiam intenções ímpias. Quando aquela mulher cujo nome a história não registrou pegou o vaso de alabastro, com o precioso ungüento de nardo puro e derramou sobre a cabeça do mestre. Os maquiadores de plantão logo se indignaram: “Para que se fez este desperdício de ungüento? Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-lo aos pobres.” (Mc 14.4,5) A intenção destes maquiadores era de fato ajudar aos pobres? Ou será que era outra a intenção?
A Maquiagem do Mal tem enganado a muitos, enquanto muitos estão ocupados em combater a maquiagem feminina, não se dão conta que estão maquiando o mal ou maquiados pelo mal. Abaixo a maquiagem do mal. Vivamos a obediência, o caráter, a vida e a espiritualidade!
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Hilquias Benício
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13:18
27.10.09
O Milagre Brasileiro: O Céu é Aqui?
Há cerca de 40 anos o Brasil sob a mão de ferro da ditadura militar vivenciava o que se convencionou chamar “Milagre Econômico”. Tempos cuja taxa de crescimento ultrapassava 10% ao ano e a seleção canarinho ganhava seu tricampeonato. Apesar de alguma melhora na vida do cidadão comum o que sabemos é que esta época é foi marcada pela não divisão do bolo, o bolo cresceu e poucos ficaram com ele. Aumentou a concentração de renda e a pobreza.
Hoje o Brasil vive um momento que chamei no título de “Milagre Brasileiro” após as galopantes inflações da década de 80 onde os ricos ficavam ricos sem produzir nada, pois ganhavam mais com o dinheiro no banco que aplicado em produção. E os pobres assalariados tinham que correr ao supermercado a fim de que seu dinheiro ainda valesse alguma coisa antes do dia amanhecer e não desse mais para comprar o que compraria na noite anterior, pois as maquininhas remarcadoras de preço funcionavam várias vezes ao dia. Agora o salário mínimo que ainda não atende o que rege a Carta Magna, equivale a mais de U$ 250! Repito, ainda não atende as necessidades previstas no texto constitucional, mas em pensar que políticos há alguns anos brigavam para aumentar o valor do salário mínimo a U$ 100 vê-se um progresso. Diante da crise mundial causada pelos créditos podres da economia norte-americana, o Brasil foi o menos afetado e o que mais rápido apresentou sinais de recuperação. Faz parte do principal grupo das decisões econômicas do cenário internacional o G-20. Está também no BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). Há quem acredite que este grupo ditará a nova ordem econômica mundial. O Brasil também luta por uma vaga permanente no conselho de segurança da ONU. Noticiou recentemente as reservas de pré-sal e é o único país detentor de tecnologia e know-how para exploração de petróleo em águas profundas. O ouro negro! Para os críticos desta riqueza suja, o Brasil possui base energética limpa: hidrelétrica, etanol, solar, eólica e tem potencial para gerar energia pelo movimento das ondas marítimas nesta vasta extensão litorânea. No cenário político internacional percebe-se o novo posicionamento do Brasil nas vitoriosas candidaturas a sediar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Em um curto espaço de tempo será o centro dos dois maiores eventos esportivos do mundo.
As melhoras também se apresentam na diminuição da taxa de analfabetismo, aumento da expectativa de vida, redução da taxa de mortalidade infantil, mais de 12 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza entre 2006 e 2008, mais domicílios ligados a rede de esgoto, socialização da rede mundial com crescimento do número de brasileiros com acesso à internet, redução da desigualdade de renda e tantos outros indicadores sócio-econômicos. É claro que estamos longe de países ditos desenvolvidos, mas não se pode negar de forma alguma os passos dados até aqui, e as mudanças significativas devem estimular a continuar sonhando com um Brasil cada vez melhor.
E por que gastei estes três parágrafos para explicar o “Milagre Brasileiro”? Para nos incitar a refletir sobre a troca da esperança celeste pela esperança terrestre, que se apresenta na prática pastoral e teológica na atual conjuntura da igreja brasileira. Na década de 80 as mensagens eram predominantemente escatológicas nos templos assembleianos. A esperança era celeste a ponto de ignorar a responsabilidade aqui, como alguns crentes tessalônicos havia quem nem queria mais trabalhar. Outros chegavam ao extremo, quando meus pais me tiraram de um colégio para um outro de melhor qualidade de ensino e, portanto, cobravam a mensalidade mais cara. Neste mesmo período a mãe de um colega de classe disse para minha mãe: Esmeralda, eu que não gastarei dinheiro com colégio, Jesus já está voltando! Já nos idos de 80 para cá a mensagem tem sido: vamos construir nosso céu aqui! As pessoas tem gostado tanto disto que já querem trocar o céu por uma estadia permanente aqui. Se uma geração esqueceu a terra, a outra esqueceu o céu. Será que a próxima esquecerá Deus?
Esta nova conjuntura que se formará em alguns anos revelará se a religiosidade brasileira é uma busca sincera por Deus ou uma fuga de problemas ou uma busca de riquezas.
Escrevi tudo isso para perguntar: Qual teologia responderá a nova situação social e econômica de um novo Brasil? Estaremos prontos para a nova prática pastoral exigida pelo novo contexto? Ou deixaremos para refletir quando acontecer? Como igreja viveremos mais uma vez atrasados em relação às mudanças do novo tempo?
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Hilquias Benício
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14:33
21.8.09
Exército de Voluntários ou Exército de Soldados?
Dia 25 de agosto é o Dia Nacional do Voluntariado. Ser voluntário é doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse social e comunitário e com isso melhorar a qualidade de vida da comunidade. A definição do serviço voluntário é nobre e conquistadora. A Lei do Voluntariado (9.608/98) define juridicamente como o trabalho sem remuneração e sem vínculo empregatício prestado a entidades sem fins lucrativos com objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social. Então é um ato de se doar, de servir ao próximo, de colocar ao dispor do interesse coletivo nossos recursos pessoais. Tudo isso é muito belo e nobre. E em termos práticos o cristão deve “servir sem esperar nenhuma retribuição, apenas por amor ao próximo” como lemos em A Revolução do Voluntariado, de Hybels.
No entanto, o voluntariado traz consigo a compreensão da liberdade volitiva do ser em tomar parte em ações contributivas para a comunidade. E quando se fala do serviço cristão no corpo de Cristo em termos voluntários construímos a idéia de que o trabalho cristão é opcional, cabendo responder as demandas da seara de acordo com a minha volição (vontade) e não em atendimento a necessidade ou submissão à vocação que recebemos do nosso Senhor.
A igreja desde que se trabalhou o conceito de voluntários tem perdido bastante da presença de cristãos dispostos a trabalhar. É como canta o grupo Logos “quem ontem era servo agora acha-se senhor”. Não pesando mais, neste novo conceito de trabalho nas igrejas, o entendimento de nossa responsabilidade e privilégio como escravo (doulos = servo, escravo) de Cristo. Assim participa-se das reuniões e cultos na igreja local, mas não se compromete com nenhum ministério na casa do Senhor.
O apóstolo Paulo sempre se viu como servo na causa de Cristo, nunca como voluntário. E, depois de Cristo, Paulo é o maior nome do cristianismo. Quem foi adquirido por preço de sangue não se pode dar ao luxo de querer dizer o que fará ou o que não fará, simplesmente se rende diante do grande amor de Deus que lhe resgatou e lhe fez nova criatura e diz: “Eis-me aqui Senhor, envia-me a mim”.
Que pensar das palavras de nosso próprio Senhor quando ao dirigir-se ao Pai falou: “seja feita a tua vontade”? O trabalho voluntário pode ser descontinuado em favor do interesse do voluntário. O serviço cristão jamais pode ser abandonado pelo senso de conforto do servo, pois este serve em obediência ao seu Senhor. Procurando não agradar a si, mas Aquele que o alistou para a boa obra – “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra” II Tm 2.4 Logo, somos participantes como pontua Erwin Lutzer, no livro de Pastor para Pastor, não de um exército de voluntários, mas um exército sob ordens.
William Hauser, coronel reformado, citado por Lutzer chama atenção que quando o serviço militar americano tornou-se facultativo quatro elementos para a “disposição para lutar” foram abalados. São eles:
- Aprender a submissão: pela realização repetida de tarefas desagradáveis;
- Vencer o medo: conhecer companheiros e confiar neles para incentivar combaterem lado a lado ao invés de fugirem do combate;
- Despertar a lealdade: a exigência do exército que os homens trabalhem, durmam e se alimentem juntos nutri o senso de responsabilidade pelo bem-estar mútuo;
- Desenvolver senso de orgulho: lembrando ao soldado que os outros dependem dele o que valoriza sua contribuição para a segurança e unidade.
Será que o conceito de voluntariado nos círculos eclesiásticos, em detrimento do conceito vocacional e de servo, tem sido um ingrediente em favor da insubmissão, medo, traição?
Os quatros elementos observados por Hauser foram fortemente reduzidos quando o serviço militar tornou voluntário. Tendo em vista que o interesse pessoal prevalece sobre o interesse da nação. De igual forma podemos dizer que quando nossos interesses pessoais prevalecem sobre o do Reino não viveremos o serviço cristão, mas o voluntariado o que difere de todo chamado e eleição apresentado nas Sagradas Escrituras. Toda disposição nossa é em obediência ao chamado de nosso General e não em escolher o que fazermos.
Que cristãos participem de campanhas de trabalho voluntário, assinem termo de adesão ao trabalho voluntário, contudo estejam movidos sobretudo pelo amor e serviço a Deus que se manifestará naturalmente numa ação positiva para com o próximo que além de expresssar saúde espiritual há estudos que demonstram que o doar-se em prestação ao próximo é fator de saúde e maior longevidade em relação aos que vivem ensimesmados.
¹ http://www.voluntariado.org.br/seja_voluntario/o_que_e.htm em 11/08/2009 às 13h17
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Hilquias Benício
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15:44
27.6.09
Cooperação
Prossigamos com nossa conversa sobre cooperação ou operação conjunta iniciada na edição passada.
Tive a grata satisfação de receber um vídeo nestes dias de um texto que já algum tempo houvera lido. O vídeo retratava uma assembléia na carpintaria. O enredo tem mais semelhanças com a nossa fé do que simplesmente o ofício ali exercido, que é o mesmo do nosso Mestre. Cooperação e valorização do próximo são patentes na conclusão desta reunião da carpintaria.
Este binômio - cooperação e valorização - precede a própria criação do homem. No ato criativo de Deus percebemos isto quando Deus em seu relacionamento trino decide “façamos o homem” (cooperação dentro do santo mistério da Trindade na criação de Adão) “à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (valorização do outro, Adão, ainda que inferior, criatura, Deus eleva-o a sua imagem e semelhança).
Após a criação do homem tem-se o mandato cultural de Deus, esta é a comissão que nós pentecostais às vezes ignoramos. Deus ainda que autosuficiente e não precisando de ninguém convida o homem a cooperar com Ele no zelo e cuidado pela criação, colocando-o como mordomo (valorização) sobre toda a criação.
Deus criou também uma cooperadora para Adão, que recebeu o nome de Eva, cabia-lhe ser ajudadora no cumprimento da comissão cultural. Deus ensina neste episódio que não é bom estar só, a humanidade não foi criada para viver isolada e numa concepção individualista, mas um viver relacional e cooperativo. E que o segundo humano que Deus cria é do gênero feminino, ensinando-nos também com isto a complementaridade e diversidade nas relações de cooperação. Pois, desde princípio Deus mostrou a singularidade de cada ser humano. E esta singularidade fala-nos da valorização de Deus que nos fez diferentes e únicos. E por sermos diferentes e únicos somos tão importantes neste grande quebra-cabeça que delinea o grande Plano de Deus. E como peças deste plano divino precisamos uns dos outros, quer direta ou indiretamente. E precisamos de Jesus Cristo, pois como ele mesmo disse: “sem mim nada podeis fazer.” Ele, o Senhor, é o dono deste quebra-cabeça, deste plano, só ele sabe em profundidade a importância de cada ser. E apesar de poder cumpri-lo à parte da vontade e querer humanos, Ele decide contar conosco e nos faz cooperadores de Deus também na Grande Comissão.
Ora se Deus, que não precisa de nós, decide contar conosco naquilo que lhe é mais precioso. Como nós somos audaciosos em querer fazer sozinho o que Deus nos chama a fazer como corpo de Cristo. Como nós olhamos para o outro e o rejeitamos porque ele não se enquadra dentro de nossos padrões e o excluímos até do Céu, como se fôssemos Deus!!! Porque és pés não falo contigo és imundo. Porque és ouvido e não olhos não tenho parte contigo! Meu Deus que cristianismo estamos vivendo! Quando a palavra nos diz que até mesmo os membros que reputamos menos honrosos a esses honramos muito mais! Quando ela assim o diz o fala para praticarmos a vida como igreja corpo de Cristo. E Igreja corpo de Cristo não fala de uma denominação particular, fala de todos aqueles que se refugiam na cruz do Calvário! E esta cruz de nosso Senhor Jesus Cristo é poderosa para apagar qualquer placa denominacional. Caso contrário, somos seguidores de denominações e instituições humanas e não seguidores de Cristo.
Quando compreendemos isso valorizamos o nosso próximo, mesmo aqueles que não chegaram ao conhecimento da Verdade. E ainda mais, jamais nos comportamos como o Olho que mora em I Coríntios 12.21 que diz à mão “Não tenho necessidade de ti”, pois compreendemos a importância do próximo e o valorizamos, e entendemos que precisamos dele e ele de nós, trabalhamos em cooperação.
Que a reflexão deste texto nos faça cooperativos com o próximo independente que seja um publicano odiado, uma mulher desprezível no poço de Samaria, alguns leprosos excluídos, ou trazer para junto de si um zelote, ou escandalizar todo um sistema pela razão de você valorizar o próximo acima das coisas estendendo a sua mão em cooperação.
Convido você a assistir o vídeo da carpintaria, você verá que sempre o outro tem um valor, uma virtude para cooperar num objetivo maior. Se aqueles instrumentos chegaram a uma conclusão tão elevada eu e você criados a imagem e semelhança de Deus precisamos ir além.
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Hilquias Benício
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17:47
20.6.09
Cooperação e Rivalidade
De passagem pela segunda cidade mais alemã do sul do Brasil, Nova Petropólis, parei na praça das flores. Bela praça florida e com o famoso labirinto verde. Mas naquela praça a algo nem sempre retratado, trata-se de um monumento ao cooperativismo. Pessoas diferentes dispondo de suas forças e competências de forma conjunta de tal forma a alcançarem melhores resultados, ou outras vezes até tornar possível alcançar algum resultado.
Observar aquele monumento mexeu com meu íntimo ao considerar nossa relação com Deus e nossa interrelação no Corpo de Cristo. Ao pensar em nosso modo não apenas de pensar eclesiologia (doutrina da igreja) como o modo de viver a nossa eclesiologia. Quando muitas vezes reduzimos o Reino de Deus ao reino da Assembléia de Deus, ou ainda, ao reino da minha congregação, e não poucas vezes, aos reinos personalistas do eu. Perdemos de vista o caráter da unidade e diversidade do corpo de Cristo. Ignoramos os ensinos bíblicos e arvoramos como únicos detentores da verdade nos degladiando entre nós mesmos. Assembléias contra Assembléias, pastores contra pastores. Irmãos que são desligados por terem participado de um culto em uma igreja co-irmã. Meu Deus!!! Onde estamos!? Já se disse que uma das características de seita é proclamar exclusividade de salvação, destronando tal graça do próprio Deus. Como podemos dizer que somos filhos de Deus, se tomamos emprestado o tridente do desenho medieval do demônio e lutamos contra aqueles que foram comprados pelo mesmo sangue? Seremos filhos de Deus ao plantarmos a semente do divisionismo, do rivalismo, do partidarismo? É o poder do sangue de Cristo que nos remiu menor que a força do poder político eclesiástico ou da placa ministerial pendurada na fachada do templo? De modo algum!
Qual a razão de disputas entre igrejas, ministérios, seminários, rádios, pastores, membros e congregados? Porque olhamos para asilos, escolas confessionais, casas de recuperação, associações e as criticamos e propomos criar outra em um novo modelo? Numa nova visão? Será que as motivações são corretas? Ou são elas fruto de nosso orgulho pessoal ou denominacional? Porque nunca pensamos em unir forças? Visto que há delas que aqui e acolá quase fecham as portas? Não seria mais sensato de nossa parte auxiliar do que montar uma nova estrutura? Até mesmo os comerciantes para buscarem sobreviver buscam se associar, como temos a rede de supermercados Super Rede que se uniram para sobreviver e crescer, e nós filhos de Deus cada vez mais nos separamos e rivalizamos uns com os outros. Como isso pode acontecer? Porque somos ensinados a viver um separatismo e não um cooperativismo. Porque falhamos em ministrar a belíssima metáfora paulina da igreja como sendo um corpo que sendo diferentes membros só são corpo no conjunto e jamais serão corpo se os membros estiverem separados. Quando falo falhamos em ministrar digo não a elaboração de um belo discurso em um culto doutrinário, falo inclusive do viver pastoral que comunica esta irmandade, respeito e estende as mãos para trabalhar conjuntamente ao invés de virar as costas e falar mal da igreja A ou B ou do pastor X ou de um projeto social delta.
Para alguns esta leitura é fácil. Mas para muitos esta leitura é por demais inconveniente, aliás viveram a história separatista, viveram momentos tensos que ainda estão cravados em sua memória, viveram perseguição ou ainda foram os próprios perseguidores. E afinal o que fazer? Olhar amorosamente para nossos irmãos lembrando que eu e você não merecemos, mas somos amados por Deus em Cristo Jesus. E fica como sugestão: Tente amar aqueles do rebanho de Deus sob seus cuidados que você julga mais difícil de fazê-lo e prossiga estendendo este amor aqueles que estão em Cristo embora não estejam no rol de membro da igreja que você pastoreia nem no rol de membros de outra igreja da mesma convenção que a sua. Afinal precisamos rever nosso pensar e nossa prática eclesiológica.
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Hilquias Benício
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09:08
7.12.08
Colhendo o Fruto de Nossas Obras
O Brasil está de luto, foi esta a manchete de um jornal europeu. Enquanto o olhar do mundo focou-se na crise no mundo ilusório do mercado financeiro provocado pelos créditos podres, a crise ambiental não tirou férias, permanece presente e ameaçadora.
Enquanto bilhões foram ejetados na economia visando evitar um colapso, as ações dirigidas a mudanças no comportamento sócio-ambiental permanecem quase que simplesmente jogadas de marketing institucionais e empresariais.
Enquanto salva-se bancos e instituições financeiras, os catarinenses que perderam casas, amigos, familiares e o estoque de comida saqueiam supermercados para satisfazer a fome.
A realidade simultânea das duas tragédias mostra claramente, onde estão nossos valores. A vida humana e a criação não merecem tanto aporte de recursos quanto os bancos. É evidente que a quebradeira de bancos gerará um prejuízo social difícil de dimensionar. Mas a destruição de nossa casa, o planeta Terra, que o Senhor nos colocou para dele cuidar, é uma quebradeira aceita, segundo nossas ações, embora nosso discurso alardeie aos quatros cantos do mundo a preservação.
A tragédia no Sul é fruto de nossas ações e nossa desobediência ao Senhor, o qual nos encarregou do cuidado da Terra. Que cuidado a humanidade, eu e você, temos? Você pode pensar, ainda bem que é no sul, o nordeste brasileiro tem escapado desta fúria da natureza. Ledo engano! Uma pesquisa financiada pelo Fundo Global de Oportunidades, do Reino Unido, intitulada “Mudanças Climáticas, Migrações e Saúde: Cenário para o Nordeste Brasileiro, 2000-2050” é apocalíptica. Segundo a pesquisa, o aquecimento global gerará vulnerabilidades no Nordeste, sendo o Estado mais afetado o Ceará. Nós cearenses teremos uma redução em terras agricultáveis de quase 80%, o maior IGV – Índice Geral de Vulnerabilidade, que considera subíndices de saúde, desertificação, economia/demografia e custos – da região. O Nordeste em 60 anos deve ter sua temperatura média elevada em mais 4 graus Celsius. (http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=593204)
Que será isso tudo? É nada mais, nada menos que obra de nossas mãos. Temos colhido o que plantamos. Deus é justo, e ele julga com justiça. Que a misericórdia do Senhor acolha os nossos próximos de Santa Catarina. Muitos deles estão acolhidos em prédios de igrejas, que também sejam acolhidos pela igreja viva.
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Hilquias Benício
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05:42
11.8.08
Sermõezinhos produzem cristãozinhos
Cristianismo não é possível sem proclamação. Calvino, grande reformador, já dizia que a marca da verdadeira igreja é reconhecida pela pregação fiel do Evangelho e pelos santos sacramentos (Ceia e Batismo). A proclamação é parte vital do cristianismo. Pregar as boas-novas foi o que Cristo fez em seu ministério terreno. A identificação da fé cristã com a pregação é tão forte que o próprio Cristo é a Palavra em sua revelação perfeita. Palavra profetizada pelos profetas do AT e Palavra anunciada pelos apóstolos.
Aprendemos nos evangelhos que Jesus ia de cidade em cidade anunciando, proclamando, pregando a palavra. As últimas palavras de Jesus aos seus discípulos após a sua ressurreição foram as da comissão para a proclamação. Vemos o quanto a pregação da Palavra é central na fé cristã.
A Igreja tem a função universal da proclamação. E entre os seus membros há alguns que tem um chamado especial para serem ministros da Palavra. Estes recebem uma unção especial de Deus para serem pregadores de sua santa Palavra.
Contudo, em nossos dias, os termos pregação e pregador têm sido evitados, visto que pregador soa agressivo ao homem moderno. Usa-se preletor, palestrante. Pois quem prega anuncia, transmite o que recebeu, fala do que foi revelado. Quem palestra não necessariamente prega, hipotetiza, ventila sua opinião, todas as opiniões e idéias são válidas e verdadeiras. Já o pregador não, o que prega é a Verdade que ele recebeu e que ele anuncia. Ele não indaga, ele não está em questionamento, ele não está construindo seu pensar. O pregador prega porque crer na não relatividade dos valores e da verdade. Prega porque crer em valores e verdade absoluta.
Em um livro de John Stott, lemos que os sermõezinhos de hoje tem gerado os cristãozinhos de hoje. De fato olhando o crescimento evangélico brasileiro vemos sem muito esforço que nossos púlpitos tem gerado cristãozinhos. Mas por quê? Quais seriam as razões que nos têm trazido conseqüências tão drásticas?
Não precisamos ir muito longe basta olharmos a nossa realidade. Se os que comem do altar muitas das vezes sobem despreparados que se dirá da maioria de nossos pregadores que são pessoas que labutam em outras atividades e o tempo que lhes resta para preparar o sermão é quase nenhum. O tempo de uma pregação de 40 minutos deve custar ao pregador um preparo de no mínimo 3 horas. Leitura, oração e pesquisa. Mas não raro acontece de o pregador subir ao púlpito com preparo indevido. E ainda culpar o Espírito Santo, ao distorcer as palavras de Jesus de que não deve se preocupar com o que deveriam falar, pois o Espírito Santo lhes daria palavras ao abrir da boca. Vale ressaltar que, Jesus não falava a respeito de pregação, o contexto desta ajuda divina é outro. O Senhor não premia o negligente e preguiçoso.
É oportuno nesta oportunidade lembrar aos pastores de tempo integral que assumem tanto o pastoreio como a administração da igreja que é razoável verificar o quanto a administração tem consumido do seu tempo. Pois você foi chamado para pastorear vidas. Veja o nobre exemplo que os apóstolos nos deixaram: “Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos à mesa. Escolhei, pois, irmãos (...) sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.” At 6.2-4.
E o que dizer dos que profissionalizaram o altar? A pregação contemporânea tem sido marcada por alguns tipos de pregadores, e o tipo de pregador reflete-se em sua pregação. Fiquei muito agredido ao folhear uma revista dita cristã. A mesma parecia mais um classificado onde a mercadoria a venda era do tipo “cantor ungido”, “Pregador Internacional”, “preletor internacional”, “ligue agora mesmo e leve poder e unção para sua igreja, pastor X” “Leve cura para sua igreja, Apóstolo Y, milhares de curas.” Quem compra a pregação tem direito de exigir o que quer. Pois, se estabelece a relação fornecedor-cliente, vendedor-consumidor. E como consumidor não duvido que em alguns dias vejamos reclamações de direitos contemplados no Código de Defesa do Consumidor.
A verdadeira pregação não é vendida nem comprada. A verdadeira pregação é livre. Pois, a voz do proclamador tem compromisso apenas com a Verdade, com a Palavra. Ser abençoado por uma congregação que assume o seu papel de “não atar a boca do boi que debulha” é lícito, honesto e bíblico. Mas qualquer relação mercantilista que tira da igreja a voluntariedade de obedecer ao princípio do sustento do obreiro é mercenária.
A pregação contemporânea tem trazido aos púlpitos discursos politizados, psicologizados, positivistas, de auto-ajuda, hipnóticos, marketeiros, e isso quando tem alguma coisa, pois também há os discursos vazios, que como dizia um pastor, é só enchimento de lingüiça.
A pregação pura e genuína da palavra de Deus está substituída pelas necessidades aparentes não tocando na mais profunda necessidade de todo ser humano.
Se prega coroa, mas não cruz. Vitória, mas não luta. Salvação, mas não arrependimento. Vida nova, mas não mudança de vida. Costumes, mas não a sã doutrina. Graça, mas não disciplina. Céu, mas não inferno. Abastança, mas não privação. Aprovação, mas não provação. Promessa de leite e mel, mas não deserto. Reputação, mas não caráter. Aparência, mas não essência. Outros pregam o inverso. Mas a plenitude da Palavra é sacrificada.
Portanto meus irmãos sejamos pregadores do genuíno Evangelho. Não se importando em produzir sensações momentâneas e artificiais nos ouvintes, em apresentar a mais nova descoberta espiritual não revelada desde os apóstolos. Preguemos a Palavra, tão somente a Palavra, e deixemos que o restante é com o próprio Senhor. Ele toca no mais profundo, produzindo mudanças e sensações sinceras e produtivas.
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Hilquias Benício
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20:07
8.7.08
Bingo... Azarando na Igreja!
Você está com sorte grande? Que tal ir a uma igreja próxima de sua casa! Lá certamente você encontrará vários jogos de azar nos quais você será o felizardo e aos demais jogadores restará o azar que o acaso lhes reservou.
Bem, é exatamente isso, jogos de azar são aqueles que o resultado final independe da habilidade do jogador, depende apenas do acaso. Apesar de jogos de azar serem proibidos no território nacional, não é difícil vê-los sendo praticados. Quer na esquina, nas banquinhas do paratodos; quer nas igrejas nas banquinhas dos paracrentes; ou poderíamos dizer, quer no jogo do bicho; quer no jogo das ovelhas.
Minha caminhada cristã é marcada por uma perseguição de jogos de azar. Quando chego numa igreja para pastoreá-la na primeira reunião administrativa sempre me aguarda uma pergunta... adivinha qual é? - Irmão Hilquias, é verdade que o senhor é contra sorteio?! - Não sou contra sorteios. Sou contra jogos de azar.
E parece que não estou sozinho contra os jogos de azar. A Rede Record recebeu um pedido oficial para retirar do ar as inserções do 'Super Leilão'. O procurador da República Márcio Schusterschitz solicitou a 'cessação imediata' do canal de telessorteio, por considerá-lo uma prática de jogo de azar, e como já citei prática proibida em nosso país. O participante para concorrer a prêmios paga cerca R$ 4 mais impostos para cada lance.
Se esse procurador soubesse o que ocorre dentro das igrejas, ele ia passar toda a vida trabalhando só para impedir os jogos que lá ocorrem. Se teria êxito, não sei, pois se ética, boa moral e bons costumes fossem suficientes - as rifas, bingos e jogos pelo número da Loteria Federal - já não existiria nas igrejas. Se a graça, para os que se dizem viver na graça, não basta. Talvez a lei, também não bastaria.
Jogo de azar nas igrejas viola a lei do nosso país; denota a degradação espiritual a que chegamos a ponto de mercantilizar a atitude adoradora que deveria ter o ofertante (quantas vezes não fui perguntado: "E eu vou concorrer ao quê?"); rouba-se a oportunidade que o cristão tem de ofertar; incentiva a aposta; pode levar ao vício ; revela que como comunidade passamos a valorizar mais o ter do que o ser; aponta que a igreja de hoje é pragmática, afirmando com esta prática que "os fins justificam os meios"; exalta a atitude egoísta, contrária ao que Cristo ensinou "é melhor dar do que receber"; o participante de jogos de azar troca o galardão certo de Deus pelo galardão incerto do bingo ou da rifa.
Houve um tempo que tudo era tido como pecado, chegou um tempo em que nada é pecado... É parece que rifaram o pecado e a santidade. Ou será que jogaram os dados para cima para definirem o que é pecado?
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Hilquias Benício
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22:55
7.6.08
Hinologia - Fogo estranho no altar!!!
Olá amigos! Quanto tempo, não? Mas aqui estou eu de volta. Também pudera depois da mensagem de hoje do meu amigo Evangelista Francisco Maia, não posso mais continuar em silêncio. Às vezes cabe nos fazer às vezes de profeta e precisamos abrir a boca para denunciar. Só Deus sabe a crise que passa aquele que por Ele é incomodado a denunciar erros e desvios, dos quais não poucas vezes até o profeta é agente quer promovendo, quer fingindo não ver, ou lutando consigo mesmo para manter-se calado.
Uma pessoa que muito amo, muito estimo, já me pediu para parar de escrever. Isso também contribuiu para ultimamente não ter escrito nada. Mas preciso voltar a escrever, e agradeço por ela compreender. E venho falar sobre uma questão deixada de lado... Hinologia.
A música é de uma importância ímpar dentro e uma organização. Ela é muito mais do que um momento de deleite desta bela arte, é muito mais que um passatempo. A música é um instrumento de transferência de valores, ela espelha o sistema da organização. Ela fala claramente o que aquela comunidade crer. Ela é um instrumento discipulador, evangelizador e edificador. Mais fácil do que apreender uma lição do discipulado é aprender a cantar uma música que transmite aquelas verdades lecionadas.
Algumas igrejas tem hinários próprios, como a Harpa Cristã, da Assembléia e o Cantor Cristão, da Batista. Além das músicas dos hinários oficiais é claro que outras são cantadas. Contudo, não há um cuidado seletivo. Muitos de nossos músicos e regentes não tem conhecimento bíblico suficiente para saber se estão oferecendo fogo santo ou estranho no altar. O que define a música que vou cantar na igreja hoje, não é mais sua fundamentação bíblica, mas o sucesso na rádio. Tocou na rádio, vou cantar na igreja. Muito se fala de pregadores que anunciam um falso evangelho, mas nada se diz dos cânticos que são selecionados para o ato litúrgico. Ou quando muito se diz, o fala, criticando a forma da música e não o conteúdo.
Lembro de uma vez, já há anos, que rodou em toda a Fortaleza uma circular aconselhando aos membros da igreja a não execução de músicas do conjunto Voz da Verdade, que de Voz da Verdade só tem o nome, porque a Voz da Verdade que é a voz de Jesus, nos ensinou diferente do que aquele conjunto canta. No entanto, quase todas as ADs cantam hinos daquele conjunto. Não sabendo eles que estão sendo instrumentos propagadores do engano que trouxe confusão e divisão a igreja no início da era cristã.
Nada melhor do que a música para difundir uma idéia. O poder é incrível. Os publicitários sabem muito bem disso. Hitler se aproveitou deste poder da música.
Se você não canta “Jesus Cristo eu estou aqui”, do Roberto Carlos, na igreja; então porque você canta Voz da Verdade?
E o Voz da Verdade só pelo credo deles já é suficiente para não cantarmos. No entanto, há um outro problema, saber: comunidades, igrejas, grupos e cantores que tem a mesma confissão de fé, nos pontos cardeais, que nós e no entanto numa música ou outra afasta-se da verdade bíblica.
Cuida para não oferecer fogo estranho no altar, pois fogo estranho no altar resulta em morte (Lv 10.1,2).
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Hilquias Benício
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23:54
6.2.08
Teologia, também tem história
O século XX presenciou muitas mudanças no cenário teológico. Quem sabe conhecendo um pouco de história compreendamos melhor a rejeição tão comum no meio pentecostal à teologia em décadas anteriores e ainda remanescente hoje. Com a história aprendemos também que o não conhecimento, ou o não aprendizado com o passado, faz com que trilhemos por caminhos que não levam a lugar algum.
O século passado ficou caracterizado por uma passagem do modernismo para o pós-modernismo. A teologia cristã do século XX ficou caracterizada pela suas múltiplas faces. A teologia cristã iniciou o século com, digamos, a popularização do liberalismo teológico, que já estava presente nos seminários teológicos no século XIX. Os teólogos liberais viram a necessidade de reconsiderar as doutrinas cristãs dentro da nova concepção moderna do mundo. Não tinham o intuito de rejeitar o cristianismo, mas de reformula-lo à luz da modernidade, valorizando, sobretudo, a razão. Com isso doutrinas ortodoxas foram questionadas, reinterpretadas, e não poucas vezes negadas como o nascimento virginal de Jesus Cristo, sua ressurreição, a deidade de Jesus, como também milagres e a própria historicidade de Cristo. Na verdade a teologia liberal em si não é uniforme, dentro deste rótulo há diversos pensamentos.
Em contrapartida ao liberalismo um grupo de cristãos norte-americanos formou uma frente contra o pensamento dos teólogos liberais e em defesa dos fundamentos do cristianismo ortodoxo. Os que reafirmaram as doutrinas ortodoxas, dentre elas, a inspiração e inerrância das Escrituras, eram os intitulados fundamentalistas. Estes cristãos conservadores investiram para manter o que julgavam ser o autêntico evangelho.
Karl Barth, filho do liberalismo, percebeu que a Teologia Liberal não atendia aos anseios daqueles que freqüentavam a igreja que pastoreava em Sanfewil. Seus sermões não tinham significado e impacto. Como se não bastasse se indignou ao ver que dezenas de seus mestres liberais assinaram manifesto de apoio a guerra. Foi então que percebeu que o liberalismo teológico não satisfazia. E com a publicação de seu famoso comentários aos Romanos golpeou fortemente a Teologia Liberal e deu-se início a Neo-ortodoxia ou Teologia da Crise, um movimento antiliberal que visava reconduzir a teologia protestante ao pensamento dos reformadores. Como sintetizou Niebuhr, neo-ortodoxo norte-americano, a respeito da abordagem liberal “Um Deus sem ira levou um homem sem pecado a um reino sem julgamento por meio das ministrações de um Cristo sem cruz”.
Mas a teologia cristã no século XX não para aí surge a Teologia do Processo, onde depois das tragédias das duas grandes guerras mundiais perguntas incômodas pedem respostas. Perguntas já feitas anteriormente, mas que voltam com uma nova força, por exemplo “como Deus sendo todo-poderoso e bom, pode permitir tanta maldade no mundo? Ou Ele é onipotente e não é bom, ou é bom, mas nada pode fazer para impedir o mal no mundo”. Some-se a isto o valor da filosofia naturalista e biologia evolucionista, que contribuiu para uma visão, digamos, evolucionista de Deus. Isso é Deus se conhece, cresce e existe com o mundo. Como na filosofia de Hegel, “Deus sem o mundo, não é Deus”. Essa teologia via Deus como um ser não onipotente, passível de sofrimento e dinâmico (em mudança), rejeitando a visão clássica platônica de Agostinho que a perfeição não sofre variação. Portanto, de acordo com esta visão, Deus muda com o mundo. Pois, ele nada pode fazer diante do livre-arbítrio do homem, apesar de Ele desejar o bem, ele sofre ao ver o homem escolher o mal. E o futuro está oculto aos seus olhos, pois dentro do relacionamento com a sua criação Ele desconhece o que o homem escolherá. Não sei se você percebeu alguma semelhança entre a Teologia do Processo e a Teologia Relacional recentemente motivo de cisão em uma igreja cearense, a verdade é que quando ignoramos o passado, os dilemas teológicos podem se repetir.
Outro fato que marca o século XX é o Concílio Vaticano II que trouxe algumas aberturas na teologia romana. Aboliu-se o index, lista de livros proibidos; as missas passaram a ser ministradas na língua do povo, não mais em latim; os teólogos católicos romanos passaram a ter liberdade de escrever sem que seus escritos passassem previamente por censura; uma maior participação de leigos na liturgia; e uma maior abertura com as demais correntes religiosas ditas cristãs.
Não se pode esquecer de citar também a famosa Teologia da Libertação, no Brasil e na América Latina marcada essencialmente pela libertação da situação de miséria e pobreza, e em solo norte-americano a Teologia da Libertação Negra e a Feminista. Teologias estas que trocaram o transcendente, pelo o aqui e agora, e claramente perderam de vista o evangelho quando enfatizaram sobremaneira as opressões presentes aqui, as quais não devem ser toleradas, contudo não podem sobrepor a maior opressão, a do pecado que escraviza e mata o homem.
Bem, para que não se repitam os erros passados nada melhor do que aprender um pouco de história de teologia, estando bem embasado biblicamente e em relação devota para com Cristo Jesus para não ser enganado pelos argumentos plausíveis que se repetem de tempos em tempos.
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Hilquias Benício
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19:58
8.1.08
Em 2008 eu prometo...
Há uma semana você deve ter criado uma listinha de promessas para este novo ano. E aqui estou eu para desafiar você a acrescentar mais um objetivo!
2008 é o Ano da Bíblia, um movimento liderado pela SBB para incentivar um maior conhecimento da Bíblia, sob o lema: "A Bíblia: um livro para todos". E o meu desafio a você é convidá-lo a ler toda a Bíblia no ano de 2008, quer individualmente, quer em família. Bem como incentivar outras pessoas a fazê-lo. Minha última leitura de toda a Bíblia foi com a minha esposa. Desta vez, eu decidi fazê-la só, pois darei um ritmo diferenciado, pois estou sempre fazendo a leitura com caneta e caderno para tomar nota de curiosidades para estudos posteriores, esclarecimentos que o Espírito Santo traz sob algum texto, paradas contemplativas quando o Senhor sussurra alguma coisa específica ao meu coração, notas para a minha oficina de idéias e mensagens que o Espírito Santo nos dirige para nós e seu santo povo. Quem ainda não leu em família, também é uma ótima experiência.
Também tenho incentivado a igreja que dirijo a fazer a leitura até o dia 14 de dezembro deste ano, o Dia da Bíblia. Participe você também! Leia a Bíblia e incentive a outros. As maiores transformações e o maior crescimento espiritual que vivi ocorreram durante minha primeira leitura de toda a Bíblia.
Para conhecer mais sobre o Ano da Bíblia de 2008 acesse http://www.anodabiblia.org.br/
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Hilquias Benício
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17:35
31.12.07
Sobre o Natal e roupas novas
Algumas igrejas cristãs não celebram o Natal, pois julgam que ao fazerem na verdade estão assentindo com o culto pagão ao qual o Natal substituiu. O problema desta decisão é que perdem a oportunidade de aproveitar esta data para falar de um grande milagre de Deus, a Encarnação, sem a qual não se teria a morte e nem ressurreição, e portanto, ainda estávamos mortos em nossos delitos e pecados.
Outros dizem que não tem porque comemorar o nascimento de Jesus Cristo, pois o mesmo não recomendou, assim como o fez com sua morte. Mas a memória do nascimento de Cristo é algo que não deve escapar a um cristão verdadeiro. O que se não pode é deter-se em seu nascimento e perder de vista o auge de seu ministério. Este para mim é o argumento mais triste, pois vejo festas e mais festas para comemorar fundação de templos, aniversários de pastores, de líderes e de irmãos, contudo comemorar o Emanuel, o Deus Conosco, o Deus entre nós, é um sacrilégio! Isso, sinceramente eu não consigo entender.
Se uma musicalidade nasceu em um culto tribal pagão, não há nada demais em trazê-la para os templos, porque o que vale é a letra, é o que se canta, e não o ritmo! É o que se diz. Porque a data esteve em seu princípio associada a um culto pagão, seria isso suficiente para abandonar a oportunidade que temos de falar de Jesus nesta data quando as pessoas estão mais abertas a irem aos templos? Não são todos os dias santos ao Senhor? Como diriam aqueles que todos os ritmos são do Senhor!
Creio que seríamos mais prudentes se celebrássemos o Natal, com a pregação do Evangelho da do Deus Encarnado, que com os nossos templos fechados e do que nosso silêncio que tem feito cada vez mais que Natal, ao invés de culto pagão, tem se tornado um culto secular-comercial, ao ponto de um telejornal em sua reportagem ter apontado o Papai Noel como o símbolo maior do Natal.
O que precisamos é aprender coisas simples como: Natal e Ano Novo são oportunidades de celebrar a vida e agradecer a Deus sem o fardo pesado de ter que vestir roupas novas, isso falo porque na minha caminhada cristã passei alguns Natais e Anos Novos com ausência de pessoas queridas nos templos, e quando descobri a razão, isso muito me entristeceu. Não tinham roupas novas e sentiam-se constrangidas em irem aos templos. Desde então, roupa nova, eu só visto em datas que não sejam estas, pois eu acredito que distorções como estas são mais danosas que a histórica decisão de aproveitar-se da festa do solstício para celebração do Natal.
Feliz 2008!
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Hilquias Benício
às
13:33
3.12.07
Foi dito...
Jerônimo, patriarca da Igreja
(saiu na CristinismoHoje, edição I)
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Hilquias Benício
às
20:48
25.11.07
The Corporation
Há algum tempo, e um considerável tempo, um amigo sugeriu o documentário The Corporation, e interessado pela pauta do documentário o falei que em um feriadão prolongado o assistiria. O problema é que sempre havia algo a fazer nos feriadões. E sabia já de antemão que precisaria separar umas três horas para o tal dvd. E chegou o tempo em que tive, e tenho, muito mais do que três horas. Assisti, e recomendo-o.
The Corporation é um documentário que fala da centralidade que a corporação assumiu em nossa cultura hodierna e como nos últimos 150 anos ela conseguiu fazê-lo. Mostra que legalmente ela é uma pessoa, com os direitos de um indivíduo, e cogita-se que diante de suas ações e comportamentos, ela apresenta psicopatia. São voltadas inteiramente para o objetivo do lucro, independente das externalidades que isso produza.
Você ouvirá executivos, ativistas, espião, psicólogo, historiador, líder popular, filósofo... discursando temas relacionados as corporações. Fala-se de sub-emprego, trabalho infantil, a euforia da valorização do ouro em 11/09, os problemas ambientais, as ameaças a sáude, o abuso de poder.
A privatização da água na Bolívia que proibia-se até colher a água da chuva. O filtro pela força das receitas publicitárias de reportagens danosas a imagem, produto e lucro da corporação. As relações de corporações com a Alemanha nazista de Hitler, como, por exemplo, a IBM que teve participação importante para o holocausto.
A responsabilidade social e ambiental são apenas bandeiras para o lucro, pois o objetivo da corporação sempre é o lucro. E responsabilidade diz respeito à pessoa moral, já a corporação, é uma pessoa jurídica, e não física, ela é fictícia, ela não tem moral, logo não tem responsabilidade. Seus comportamentos e ações são muitas vezes monstruosos.
O que se percebe é que realmente o que dita o curso político são as grandes corporações. Elas passam a ter voz, onde se deveria ter representantes eleitos. O problema é que, inclusive, o processo eleitoral, já está contaminado pelas volumosas doações para campanhas políticas feitas pelas corporações. Acrescente-se o atentado explícito contra a democracia na tentativa de um golpe de Estado contra o presidente americano Roosevelt.
O silêncio da FDA sobre o potencial prejuízo a saúde de alguns alimentos, bem como do uso de produtos químicos para multiplicar o lucros nas "unidades produtivas", isto é, animais. A presença de dezenas de substâncias carcinógenas, causadoras de câncer, em produtos de beleza e higiene.
É um documentário que vale a pena ver, mas não esqueça de separar tempo suficiente. Ah! E a propósito há coisas que você encontrará paralelos com o problema da institucionalização e o eclesiasticismo postado anteriormente, claro guardado as devidas proporções.
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Hilquias Benício
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18:32
17.11.07
Impacto Ministerial
Olá amigos, as muitas ocupações obstacularam postagens por um tempo considerável. Mas estamos aqui de novo!
Ministério, diferentemente do atual significado assumido no meio eclesiástico e no meio político, significa serviço. E todo cristão foi chamado por Deus para o exercício de algum ministério, isto é, serviço. Existe uma diversidade incrível de serviços. Pena que a igreja às vezes enxerga como quem tem algum problema de visão e limite-os a uns três ou quatro ministério, ou outras vezes quando aceita algumas dezenas de serviços, menospreza uns e supervaloriza outros, esquecendo que cada um tem sua devida importância.
Eu, hoje, sirvo à igreja pastoreando e ministrando a Palavra. Trabalho com cerca de duzentas pessoas. Já exerci ministério com adolescentes, jovens, novos-convertidos. E tenho percebido que um ministério abrangente, não pode ser profundo em toda a sua extensão. Como também um ministério profundo, não pode ser abrangente. Estas características que se excluem não invalidam um serviço ou outro. Cada qual foi chamado por Deus para um serviço específico e ambos são necessários e importantes.
Trocando palavras com amigos, compartilhei que meu exercício servil dentro da igreja hoje está com maior abrangência que alguns anos antes, contudo em anos anteriores era mais profundo. Porque ao invés de falar para muitas pessoas com o microfone na mão e distante no púlpito. Eu falava a um número reduzido, ou até mesmo com apenas uma pessoa, fitando-o, ouvindo-o, acompanhando sempre que necessário sua vida. E crescíamos juntos, e éramos profundamente impactados pelo exercício do amor e cuidado mútuo. Estive participando de um encontro do MAPI (Ministério de Apoio a Pastores de Igreja) e dentre tantas coisas o Marcelo tocou nesta questão em uma das definições apresentada de mentoria qual é: "é gastar mais tempo com menos pessoas de modo a produzir um impacto duradouro"
Jesus já me chamava atenção para esta necessidade, e estava internamente incomodado com a ausência de impactos profundos, creio que ele usou um instrumento externo para confirmar o que ele vinha colocando no meu coração.
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Hilquias Benício
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19:24
20.10.07
Eclesiasticismo
Tenho presenciado e vivido às vezes como vítima, outras como espectador, e outras infelizmente como ator da institucionalização da igreja. Onde a estrutura, o sistema e a liderança eclesiástica tomam o centro da ação e atenção. Onde a Igreja deixa de ser pessoas e toma a forma institucional. Onde os esforços, energia e grande parte dos recursos, quando não todos, são exclusivamente empregados simplesmente para manter uma estrutura que se desenvolveu para ser meio, tornar-se fim em si mesma. Onde a simplicidade e firmeza das relações fraternas são substituídas pela presença anônima indiferente e indiferenciada. Quando a agenda de programações da denominação apenas enclausura seus membros e congregados, sufocando-os e impedindo-os entre tantas outras atividades, a tarefa da própria Igreja que muitas vezes é diferente da tarefa da instituição.
Não sou daqueles que se levantam contra todo e qualquer tipo de organização. Sou ciente da necessidade e utilidade da mesma. Sei que a Igreja de Jesus Cristo na terra são homens e mulheres, crianças, jovens e anciãos. E estes estão ligados e associados não somente na fé e misticamente no corpo de Cristo, mas também no globo terrestre nasce como que naturalmente uma organização, digo melhor, organizações, visto que nós, a Igreja, somos gente de várias organizações eclesiásticas e denominações, e inclusive, de gente que não se encontram em ambas.
Não defendo, diferentemente, me coloco contra a ausência da instituição na face da Terra. Até porque sua existência data dos tempos bíblicos e dos primórdios da Igreja. O que não posso aceitar é a tradição institucional assumir valor canônico como ocorreu com Roma; nem tampouco a vida da Igreja confundir-se com uma instituição terrena na promoção de interesses vergonhosos; a vida de um cristão girar em torno de uma organização quando deveria ser dirigida a Cristo; e a palavra do homem sobrepor a palavra de Deus. Isso é inadmissível, mas infelizmente as instituições e suas lideranças têm se preocupado mais com sua imagem e seus interesses, que não raras vezes diferem dos de Deus.
Que tal trocar o eclesiasticismo pelo Cristianismo?
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Hilquias Benício
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14:22
6.10.07
Não a Bíblia e sim a cartilha homossexual
A Fortaleza Bela de Luizianne Lins que se afirma valorizadora e defensora da diversidade, não tem nada de diversidade. Suas garras tiranas são visíveis quando ela procura impor a prática homossexual através de cartilhas financiadas pelo poder público. E se tornam mais visíveis e manifestas quando ela procura vetar a distribuição de Bíblias nas escolas e bibliotecas municipais (http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=475619). A Fortaleza Bela de Luizianne seria uma sociedade sem diversidade formada apenas por simpatizantes de suas idéias e práticas e ausente de Bíblias e daqueles que procuram pautar sua vida no escrito sagrado. Luizianne que louva tanta a liberdade de expressão e de opção agora lança seu Index Librorum Prohibitorum a exemplo da Sagrada Congregação da Inquisição da ICAR no século XVI, com a diferença que a Igreja Romana aboliu o Index a aproximadamente 40 anos. Quão retrógrada é nossa prefeita, reinventar algo tão condenado pela história como o Index.
Mas como o capital político acaba por falar mais alto ela percebendo a derrota que teria na câmara acabou retirando o veto de última hora (http://www.opovo.com.br/opovo/politica/734474.html)
A história tem testemunhado que a grande indignação de alguns líderes contra o poder ditatorial em favor da democratização, às vezes, nada mais é do que a sede pelo poder do outro, pois se lá chegar se estabelece uma nova tirania.
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Hilquias Benício
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13:32
29.9.07
Tijolos confundem, bits unem?
Há hoje cerca de sete mil línguas faladas no mundo. Mas pesquisas indicam que até o final deste século haverá apenas metade deste número. Em pesquisa financiada pelo National Geographic Society, David Harrison e Gregory Anderson apontam como causas a morte de pequenas populações, bem como simplesmente o desuso (http://www.opovo.com.br/opovo/internacional/730381.html). Já em uma outra pesquisa a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) fazia a mesma previsão, ou seja, cinqüenta por cento, contudo creditava tal extinção ao uso de novas tecnologias como a Internet.
Segundo a Sociedade Bíblica do Brasil, há mais 2.400 línguas com a tradução da Bíblia, completa ou em porções. Parece que estes números se encontrarão...
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Hilquias Benício
às
12:55
16.9.07
Não há salvação fora da Igreja!
Bento XVI tem sido infeliz em querer agregar debaixo de uma organização humana, Igreja Católica Apostólica Romana, toda a graça da salvação, apequenando Jesus Cristo, sua obra e sua amada Igreja. Já um teólogo romano - prefiro acunhar o termo romano a ICAR, visto que a verdadeira Igreja de Jesus é católica (=universal), ou seja abrange todos os cristão espacial (onde quer que estejam) e temporalmente (em qualquer tempo que tocaram, tocam ou tocarão a face da terra) - Peter Phan, segue no caminho extremo oposto de seu papa questionando se Cristo seria o único e universal salvador do mundo e por conseguinte a unicidade da igreja (http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid50771,0.htm).
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Hilquias Benício
às
12:21